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| 29 de Janeiro: Dia Nacional da Visibilidade Travesti e Transexual |
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O Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais surgiu em 2004 a partir de uma campanha criada pelo Ministério da Saúde em parceria com o movimento LGBT brasileiro. Foi um passo decisivo no reconhecimento dos direitos dessas cidadãs e cidadãos que sofrem diariamente com o preconceito e a violência. Segundo dados da ONG Grupo Gay da Bahia (GGB), cerca de 42% dos assassinatos cometidos contra a população LGBT em 2010 tiveram como alvo travestis e transexuais. Isso significa, em números, 110 homicídios motivados pelo preconceito contra aqueles e aquelas que não obedecem aos padrões de gênero de uma sociedade machista, heteronormativa e binária. É urgente, portanto, combater a transfobia e discutir igualdade de direitos para todos os trabalhadores, independente de sua orientação sexual e identidade de gênero. Transexualidade e Travestilidade: O que é? É difícil conceituar qualquer um desses fenômenos, e seria injusto diante da complexidade de cada um deles. Entretanto, é possível traçar algumas diferenças entre ambos. O sujeito transexual geralmente possui certo desconforto psíquico com as suas características sexuais biológicas, fato que o motiva a realizar uma série de modificações corporais com o objetivo de abandonar as características morfológicas de nascença e adquirir as do sexo desejado (o que pode ocorrer por meio de intervenção cirúrgica ou não). Já a travestilidade é mais complexa e difícil de definir. Em geral, as travestis adotam as características do gênero aposto sem a necessidade de eliminar por completo as características sexuais de nascença, gerando uma ambiguidade que, na prática, ajuda a desconstruir os rígidos padrões de masculino e feminino socialmente impostos. Muitas travestis inclusive negam ambos os gêneros ou afirmam transitar livremente entre eles. Em ambos os casos, há uma rejeição a ideia determinista de que a identidade de gênero deve corresponder ao sexo biológico. Uma dura realidade Rejeitadas pela família, grande parte das adolescentes travestis precisam sair de casa muito cedo, abandonar os estudos e recorrer à prostituição como forma de sobrevivência. O duro cotidiano das ruas as torna mais vulneráveis à violência, às drogas e às Doenças Sexualmemte Transmissíveis (DST). Para aquelas que tantam buscar outras alternativas, faltam oportunidades no mercado de trabalho e muitas dificuldades para ingressar no ensino superior. Já as transexuais também enfrentam uma difícil realidade. O processo para se obter uma cirurgia de readequação genital no Sistema Único de Saúde (SUS) pode levar anos e anos e depende de um diagnóstico médico que caracterize o paciente como doente, uma vez que a transsexualidade ainda é considerada um distúrbio de gênero no Brasil. Uma situação absurda que expõe de forma explícita como o Estado exerce controle sobre os nossos corpos. Outro problema comum é a questão do nome social, que legalmente não pode ser alterado no registro civil e causa muito constrangimento às pessoas trans, especialmente aquelas que não passaram ou não desejam passar por um processo de transgenitalização. O STU apoia esta luta! O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) acredita que a luta contra a transfobia, assim como a homofobia, a lesbofobia, o machismo e o racismo são pautas fundamentais do movimento sindical e da construção de uma sociedade mais justa. Acredita também que o debate de opressões deve ser feito em conjunto com as demais discussões referentes à exploração da classe trabalhadora. Sabemos ainda que esta luta, apesar de central, ainda é pouco compreendida e debatida por nossa categoria. Por isso, não apenas hoje, mas diariamente, convidamos todos os trabalhadores a refletir sobre o tema. E não esqueça: se você foi vítima de preconceito em seu ambiente de trabalho, procure o sindicato! |
| Última atualização ( Ter, 31 de Janeiro de 2012 16:39 ) |



